CÃES SEM REGISTROS (pedigree)


(O flagelo da criação evolutiva e organizada,

embustes, desinformação e mercado negro)

Pedigree (Registro genealógico) é uma expressão inglesa que significa documento que congrega dados genealógicos de um indivíduo informando as suas características genéticas trazidas por determinado número de gerações anteriores. No caso específico do cão Pastor Alemão é através dessas informações genéticas (genótipos) e na análise da estrutura do par a ser acasalado (fenótipos) que os criadores programam seus produtos, sempre, visando a evolução e o aprimoramento da raça. Sem nenhum laivo de dúvidas, isto é vital para uma criação de excelência, porque sem essas fundamentais observâncias qualquer raça canina caminharia para o retrocesso e, quiçá, a extinção.

Denota-se, sem medo de errar e pela nossa experiência de quase 40 anos de criação o seguinte: O cão que não tem pedigree, com toda certeza, é portador de problemas com ele, com os pais, com o “criador”, ou, na pior das hipóteses, de todos esses problemas juntos. Comumente, quando indagamos a esses “criadores”, eles respondem: – o meu cão não tem, mas os pais tem pedigree. Normalmente isso é uma inverdade, ou vergonha de dizer que seu animal não tem registro, assumindo, assim, que sabe que foi lesado. Os mais desinformados, não, acreditam no que não sabem e afirmam que seu cão é uma mistura de lobo com cão policial. Essa é de doer, porque além do cão não possuir um pedigree, ainda é mestiço. Ah! Meus irmãozinhos sem juízo. Lobo é lobo e cão é cão e policial não é raça. Todo cão ou homem que trabalha na polícia é um policial.

Essas desinformações, folclores e descasos daqueles que se dizem criadores e se consideram espertos adeptos da Lei de Gerson, pensando em levar vantagem, caem, como verdadeiros patinhos, nas mãos dos vendedores de cachorros que não têm nenhum compromisso com qualquer raça e, muito menos, com evolução e aprimoramento genético e obtenção de bons fenótipos. O negócio é vender um filhotinho bonitinho – porque todo filhote é bonitinho – e, depois, o coitado do comprador que se julgou esperto – porque comprou um “filhote de raça” por um baixo preço – descobre que o filhotinho, bonitinho não passa de um arremedo da raça, um substrato e, às vezes, nem parecido com o que ele pretendia. Que pena!!! – É…, mas, agora, já me afeiçoei a ele e vou ficar, né?

Por essas e outras mais “cabeludas”, as pessoas ficam repletas de porcarias e os bons cães, devidamente registrados, encontram dificuldades de prosperar, deixando seus criadores impedidos de investir mais na criação evolutiva e de aprimoramento. É uma lástima.

Quando falamos em cães com registro (pedigree) não estamos querendo dizer, nem ao longe, que são cães específicos para exposições. O cão com pedigree é uma garantia de que o comprador adquiriu, realmente, um verdadeiro representante de sua raça que convivera com a família do comprador que, terá total segurança e, se desejar, poderá ser um futuro criador.

O inverso, sim, significa levar para casa uma incógnita, uma possível bomba relógio, que poderá explodir a qualquer tempo. Afinal, sem nenhuma informação sobre a genética e com a impureza de raça do animal adquirido, os riscos serão iminentes para toda a família. Será que vale a pena uma irresponsabilidade desse tamanho?

Por oportuno, trazemos a lume um fato verídico de engodo na venda de filhotes. Adentrei um certo Pet Shop e perguntei quanto custava o filhote de Pastor Alemão exposto na vitrine. O vendedor me falou: – Sem pedigree é R$ 600,00 e com pedigree é R$ 800,00. O incauto e leigo, com certeza e para levar vantagem, preferiria comprar sem pedigree, porque é mais barato, ainda mais, dividido no cartão. Como vemos, o vendedor induziria o leigo a comprar sem pedigree, mas não é só isso. Tem um outro golpe imbutido. Na verdade, constatamos que o filhote nunca teve pedigree e, para nós criadores, não vale, absolutamente, nada, ou R$ 0,00, mas sabemos que “os criadores” de faz de conta vendem esses animais de origens duvidosas por cerca de R$ 150,00 a R$ 200,00. Então vejamos, por este exemplo, como um adquirente desinformado entraria pelo cano, achando que havia feito um ótimo negócio.

Sabemos que esta é uma questão pontualmente cultural, mas burrice e estupidez também tem limites. Quando vamos adquirir um bem e dele nada, ou pouco, entendemos, procuramos alguém de confiança que nos oriente, justamente para que não sejamos enganados. Entendemos que o mesmo deve ocorrer quando alguém se dispõe a adquirir um cãozinho, para que não seja lesado. Nós temos, em Maceió, muito bons canis e criadores criteriosos à disposição dos admiradores do Pastor Alemão. Então Prezados Leitores, não comprem gato por lebre. Exijam o pedigree na compra de filhotes e, na dúvida, procure a Sociedade Alagoana de Criadores de Cães Pastores Alemães, através deste blog.

Lembrem-se, sempre:

 Cachorro sem pedigree/ É coisa que desabono/ Vendedores de cachorros/Vivem de seu engano/ E ficam morrendo de rir/ Quando alguém entra pelo cano.

Wilson Roberto Protásio Lima

Presidente da SACCPA – ‘Alagoana”

Presidente do Conselho Superior da SBCPA – Nacional

Titular do canil Castelo de Prata, desde 1973

Juiz de Criação e Seleção, nível internacional.

 

 

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